Ela não enxugava as lágrimas quentes com o lenço, ela o apertava em seus olhos. Nunca a tinha visto desse jeito. Logo depois foi o travesseiro, ela o apertava em sua parte tórax. Ela precisava muito da minha ajuda. Mais de quando ela ficou reprovada em uma prova de literatura. E eu também queria disser alguma coisa, ah vendo chorando me angustiava e dava nó na minha língua, arranhava tanto que parecia que sangrava. Só tinha que ter cuidado com as palavras, se fosse muito verdadeira iria só piorar a situação. Segurei na sua mão suada, olhei bem para seus olhos inchados e castanhos e falei com a suavidade mais possível (ou a qual saiu da minha boca automaticamente).
- Bem... Ele nunca te amou.
Autoria: Beatriz Urie






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